Entrevista com Wagner Barreto

Em maio deste ano, o Estillo deu a maior festa em homenagem ao dia das mães. Entre os tributos prestados por nossos alunos e profissionais, o evento contou com a presença da banda curitibana Big Time Orchestra, que fez sucesso no programa Superstar da Rede Globo, e também do vencedor do The Voice Kids 2015, Wagner Barreto.

Wagner subiu ao palco e encantou as mães presentes no evento, e logo depois nos concedeu uma entrevista, que você pode conferir aqui:

Wagner, estamos muito felizes com sua presença aqui no Colégio Estillo, ainda mais por se tratar de uma data tão especial, que é o Dia das Mães. Gostaríamos de saber um pouco sobre você:

Qual é o seu nome completo? Wagner Bergamini Honório da Silva. Não tem Barreto.

Por que a escolha do Barreto? Barreto era meu avô que fazia dupla sertaneja com o pai do Chitãozinho e Xororó. Então eu já tenho uma veia artística do meu avô Barreto. Quando eu entrei no The Voice escolhi Wagner Barreto como nome artístico.

Qual é a sua idade? 16 anos

Qual é a cidade em que nasceu? Matinhos (PR)

Em que cidade mora atualmente? Nova Esperança (PR)

Data de nascimento? 29/05/2000

 

Desde quando você canta, Wagner?

Olha! Essa é uma pergunta que é muito difícil de responder, porque eu canto desde sempre. Desde que eu consigo me lembrar eu já cantava. Podia ser mal, mas cantava.

Quando você descobriu que queria ser cantor?

Eu acho que todo talento, você nasce com ele. Todo mundo tem um talento, falta você desenvolvê-lo, trabalhar em cima dele. As pessoas me falavam: “Você canta bem!” e pensei: “To cantando, as pessoas estão gostando e não estão pedindo pra parar é porque tem alguma coisa e vou me esforçar mais.” Foi aí que eu decidi ser cantor.

 

Você falou do seu avô, foi ele que te influenciou a ser músico? Tem alguma referência artística na sua família?

Quando eu nasci ele já tinha falecido, mas os meus pais sempre falaram muito dele e do meu outro avô, que era radialista.

Você acha que herdou esse talento dele?

Eu herdei a voz do meu avô Barreto e o jeito de falar em público do meu outro avô que era radialista. O medo de falar em público está em primeiro do mundo e em seguida vem o medo da morte e não tenho medo de nenhum dos dois.

 

E na música, quais são suas influências? Que cantores você admira?

Eu admiro as vozes de Chitãozinho e Xororó, Vitor e Leo, David Phelps, que é um cantor internacional muito bom e tem uma música dele que eu recomendo, No more Nights, e gosto também de Leonardo Gonçalves.

Conta para nós sobre a experiência de participar do The Voice. Quem te inscreveu?

Foi uma experiência maravilhosa e a inscrição foi de repente. Vimos a anúncio na televisão e estava com meu padrinho Antônio, que é de Luanda, que sempre me acompanhou e por quem tenho um amor imenso, e ele falou: “Moleque, você canta bem e vou te inscrever nesse programa que está passando aqui na televisão”. Falei: “Para, você está brincando comigo.” Fomos ao estúdio, gravamos um vídeo voz e violão, mandamos e fui aceito entre 1 milhão e 300 mil  crianças.

 

Como foram os bastidores?

Era uma confusão danada. Criança para todo lado, câmera, diretores dando os comandos: “Está ao vivo!”; “Corta!”; “Chama para cena!” Mas era maravilhoso. Um aprendizado que eu nunca vou esquecer. Mudou a minha vida.

 

O que você aprendeu com os cantores consagrados e experientes que foram seus técnicos Victor e Leo?

Meus técnicos me ensinaram que nem que você tenha a maior fortuna de todas, se você não tiver humildade, compaixão e amor pelo seu próximo, você não terá nada.

 

Como foi vivenciar esses momentos ao lado de Ivete Sangalo, Carlinhos Brown?

Foi maravilhoso! A Ivete é mãe até de pessoas mais velhas que ela, é maravilhosa.  O Carlinhos é assim: pergunta o nome das pessoas e cria na hora um texto sobre o nome, que fascina a pessoa e depois abraça.

 

Com outros participantes, você ainda tem contato? Ficou alguma amizade?

Temos contato sim. Rafinha Gomes, Pérola, Flávia Scanufo, o Enzo e o Éder. Ficou uma amizade muito boa.

 

Queremos saber um pouco sobre a intimidade do Wagner Barreto. Como é sua vida quando não está nos palcos? O que faz nos momentos de lazer?

Eu falo isso para os meus fãs, nas palestras que eu faço. Eu tenho uma vida pessoal. Tenho namorada, minha crença, vou à igreja, tenho convívio familiar, estudo bastante. Adoro estudar a nossa Língua Portuguesa, porque para falar com as pessoas, lidar com as pessoas, você precisa ser culto.

Como você faz para conciliar a sua carreira com a rotina de escola? Você frequenta às aulas ou tem professores particulares?

Eu frequento escola. Estou no 1º ano do Ensino médio. Quando eu preciso faltar por compromissos de trabalho eu corro atrás do prejuízo. Chego à sala de aula, o professor pergunta quem não pegou a matéria e eu já vou levantando a mão e saio perguntando o que eu perdi.

 

Você é muito novo ainda, mas já tem muitas responsabilidades, como você lida com tudo isso?

Eu lido com todas as minhas responsabilidades sabendo que eu tenho muitas mães me acompanhando, minha mãe Gazola, que eu amo de paixão. Amo minha mamãe Ivone, que está lá na minha cidadezinha, que a mãe com quem eu cresci aconchegado, me dando lição de moral, uns petelecos quando eu fazia coisa errada. Agradeço todas as broncas, porque só serviram para me transformar num ser humano melhor e ainda mais responsável. Além das minhas mamães, eu tenho muitos profissionais a minha volta, por isso que eu consigo conciliar todos meus afazeres.

 

Quais são seus planos para o futuro? Já tem algum projeto em vista?

Temos um novo projeto, uma turnê que vai começar em Goiânia e vai rodar o Brasil todo aí, mas disso não posso falar muito ainda. Aguardem que coisas boas virão por aí.

 

Para terminar, queríamos que nos dissesse como foi participar da Festa do dia das Mães do Colégio Estillo.

Foram três apresentações, mas esta última, de sexta à noite, quando eu conversei com as mães sobre os filhos, sobre um pedacinho da minha história. Quando contei que não tinha nada e corri atrás de tudo, e hoje a maioria dos jovens que têm tudo, mas não dão o valor necessário, não estão correndo atrás, esse momento foi especial para mim.

Tinha uma coisa que minha mãe me falava que carrego sempre comigo e vou levar para minha vida inteira. Ela dizia um ditado que era assim: “O pouco com Deus é muito e o muito sem Deus é nada”. Quantas vezes na hora do almoço, ou na hora da janta nós tínhamos apenas arroz e ovo, arroz e farofa, arroz e feijão. Era simples, mas sobrava comida. Para mim era a melhor comida de todas, parece que Deus multiplicava, sabe. A gente comia linguiça, mas era tão saboroso, preparado com tanto amor, que parecia picanha.

Hoje eu tenho a mamãe Gazola que me apóia, que me dá amor, me deu um suporte, me deu uma família nova. Eu amo ser privilegiado e ter duas famílias. É muito bom ter responsabilidades, uma agenda cheia de compromissos, ir para aeroporto, ficar sem dormir. Uma vida maravilhosa que agradeço a Deus por ter.

 

Queríamos que deixasse uma mensagem para nossas crianças e jovens, já que você é um jovem que acreditou no seu sonho e conquistou muitas coisas importantes e com certeza conquistará muito mais. Você é um exemplo de determinação e fé. Basta ter talento para ser um vencedor?

Olha, acredito que as pessoas nascem com talento sim, mas o talento é como se fosse um diamante. Em volta de todo diamante tem uma crosta de rocha e pedras que você tem que lapidar.

Jovens do Colégio Estillo, a vida é feita de oportunidades. Agarrem a oportunidade que aparecer a sua frente. Lapide-se, conserte-se, molde-se conforme as ocasiões. Se chegar a um lugar e não for aceito, não desista, melhore o que precisar, mude, adapte-se, porque o diamante esta aí, mas precisa ser lapidado, e quando é lapidado vem o sucesso e com o sucesso vem responsabilidade. “O pouco com Deus é muito e o muito sem Deus é nada!” Grande abraço.

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